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“Fechar o Thermas de Olímpia seria matar toda uma cidade. Não temos esse direito…”

Publicado em 04 de dezembro de 2009 às 14h46
Atualizado em 04 de dezembro de 2009 às 15h22

Enzo: "Olímpia vai morrer sem o Thermas. Vocês, de Barretos, não..."

Enzo: "Olímpia vai morrer sem o Thermas. Vocês, de Barretos, não..."

Durante o debate na Câmara de Barretos sobre as águas profundas que o clube Aqua Park (ex-Thermas Park Barretos) estaria se utilizando de forma ilegal, através de uma derivação do SAAEB (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barretos), e que foi anunciado na noite de ontem, quinta (3), que seria lacrado pelo diretor paulista do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), Enzo Nico Jr., surgiu o caso dos poços profundos recentemente lacrados e, vinte dias depois, deslacrados pelo DNPM:

“Por que Olímpia pode, e Barretos não pode? Não é o mesmo caso? A lei não é a mesma?”, perguntaram alguns vereadores e presentes à palestra sobre Código Minerário Brasileiro ao diretor Nico Jr.

“O caso é bem diferente, meus senhores: Não podemos matar uma cidade, que vive do turismo, que se desenvolveu à volta do clube, simplesmente sem olharmos para o lado social. A Carta Magna instituiu a lei com vistas para o social. No caso de Olímpia, a Justiça Federal também teve o mesmo entendimento. A cidade teve prejuízos enormes enquanto os poços estavam lacrados. Não temos o direito de matar uma cidade. Agora, vocês, de Barretos, não vão morrer por causa de um clube que existe há dois anos”, disse Enzo.

Por diversas vezes, Olímpia foi citada pelos presentes, como forma de provocação ao diretor do DNPM, mas ele se manteve na mesma linha de raciocínio, e legalidade: “Hoje, está tudo em ordem com o Clube Thermas dos Laranjais. Eles vem cumprindo o que manda a legislação, dentro dos prazos e exigências, e não vamos, repito, matar uma economia, uma cidade, simplesmente porque o DAEE errou ao dar a outorga de exploração, quando é a União que deveria fazê-lo. Agora, no caso de Olímpia, é regularizar os poços e pronto”.

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