Audiência Pública revela o quanto a Guarani quer crescer nos próximos dois anos
* O investimento será de quase R$ 29 milhões em dois anos – pouco mais de R$ 10 milhões para o setor agrícola e serviços, e mais de R$ 18 milhões em equipamentos no parque industrial. E vai ter emprego para muita gente, é bom se qualificar.
Foi realizada na tarde de hoje, terça (1), audiência pública na Câmara Municipal de Olímpia, convocada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, para a apresentação e discussão do Estudo do Impacto Ambiental (EIA), e de seu respectivo relatório (RIMA), tendo em vista que a Unidade Industrial Cruz Alta fará uma ampliação agroindustrial a partir da próxima safra (2011/12) e, para tanto, necessita do licenciamento ambiental. Leia mais no link abaixo, para saber todos os detalhes.
Estiveram presentes na Câmara a equipe da consultoria especializada que desenvolveu a EIA/RIMA, de Piracicaba (SP), comandada pelo engenheiro Tuko Nakahodo. A audiência foi conduzida por representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, da capital paulista, e durou cerca de duas horas. Cópias da RIMA, em versão resumida, foram impressas e distribuídas aos presentes.![]()
Dentro de regras pré-estabelecidas pela mesa diretora, empresa, consultores, representantes da sociedade, Executivo e Legislativo (representados pelo vice-prefeito Gustavo Pimenta e líder de governo vereador Luiz Salata), dos produtores e da Polícia Ambiental.
A EXPANSÃO
A Açúcar Guarani quer mesmo se firmar no cenário do agronegócios como um dos maiores pólos sucroalcooleiros do País, inclusive gerando muito mais energia elétrica, a partir da próxima safra da cana de açúcar. Desde quando foi adquirida pelo grupo francês Tereos, em julho de 2.001, com administração profissional, a Guarani não parou de crescer. ![]()
Neste ano, adquiriu metade do controle acionário da Usina Vertente e a totalidade da Usina Mandú, e tem parceria estratégica com a Petrobrás – esta sim, com o objetivo de acelerar o
crescimento na indústria brasileira de etanol tendo a Açúcar Guarani como sua principal promotora.
Hoje é uma das mais eficientes do setor do País. Agora, ela se prepara para novos saltos quantitativos e, evidentemente, qualitativos, beneficiando a economia, inclusive, de Olímpia e da região, dentro de dois anos. Estima-se que haverá uma grande demanda por mão-de-obra especializada em todos os segmentos, inclusive serviços gerais, mestre de obras, eletricistas e outros, sem contar que a empresa já recruta em seu site trainnés e estagiários.
Vários representantes comunitários prestaram os seus testemunhos, confirmando que a ampliação agroindustrial desejada pela Cruz Alta trará benefícios à região, e que o impacto ambiental está dentro do que a legislação exige e, por parte da empresa, inúmeras ações vem sendo desenvolvidas para monitorar os efeitos do crescimento empresarial no meio ambiente da região.
Falaram na audiência pública: o representante do Rotary Clube de Olímpia, Luiz Carlos Foresti Filho; padre Ivanaldo, da Paróquia de São José; diretor da Associação de Fornecedores de Cana de Catanduva, Otávio Lamana Sarti; como cidadão, fornecedor e empresário, Ronald Remondy Júnior; o vereador, líder do governo, Luiz Salata, representando o legislativo; vice-prefeito Luiz Gustavo Pimenta, representando o prefeito Geninho Zuliani que estava fazendo uma bateria de exames de saúde; o capitão Azevedo da Polícia Florestal de Barretos; e o prefeito de Severínia Raphael Cazarine.
A RECEPÇÃO DA COMUNIDADE
Para o diretor agrícola da Guarani, Jaime Stupiello, “a audiência foi muito bem recebida pela comunidade, deu para perceber que todos acreditam muito no grupo, sabem que Olímpia precisa crescer e fazem parte deste crescimento”.
Ele disse que, aliado à tecnologia, automaticamente vem a diminuição do impacto ambiental: “Sempre foi a nossa preocupação. As nossas ações, tanto internas quanto as que são voltadas para a comunidade, demonstram isso. E a tecnologia é a nossa aliada, tudo o que é feito hoje é voltado para minimizar, ou evitar totalmente, prejuízos para o meio em que vivemos”.
O TAMANHO DO CRESCIMENTO
“Olímpia precisa acordar, não sabe o tamanho do crescimento, da importância da Guarani, não só na cidade e região, mas para o Brasil. Não é à toa que a maior empresa do País, a Petrobrás, fez parceria com a Guarani para entrar no mercado do açúcar, álcool e energia”, disse Otávio Lamana Sarti, da Associação dos Fornecedores de Cana de Catanduva, ao blog.
“Fala-se muito em turismo, mas o que vai ser gerado aqui com esse crescimento, com essas parcerias, não se tem noção. O comércio tem de se preparar. Os trabalhadores precisam estar qualificados, desde de serviços gerais, eletricista, motorista, até engenheiros e formados em cursos superiores, com idiomas. Hoje já falta essa mão-de-obra. Não temos comércio em Olímpia voltado para o setor, precisamos consertar nossas máquinas em outras cidades”, acrescenta Lamana.
Lamana tem razão. A Guarani deseja reformar, ampliar e preparar os seus parques agrícola e industrial, para moer 30% a mais de cana nas próximas duas safras, ou seja, saltando dos atuais 4 milhões de toneladas para 5,2 milhões. Praticamente, não haverá incremento no etanol, mantendo-se o patamar atual de 98 milhões de litros por safra, mas sim no açúcar cristal, passando de quase 8,4 milhões para quase 11 milhões de sacas de 50 quilos; e, também, na produção de energia elétrica para consumo e venda, de 61 MWh para 65 MWh.
A ampliação da área construída se dará dentro da atual área do parque industrial existente, segundo o EIA/RIMA. A instalação de novos equipamentos que vão favorecer o aumento da produção industrial do álcool e da cogeração de energia ocorrerá gradativamente até alcançar a moagem máxima em 2011/2012.
A MÃO DE OBRA
A Guarani tem como política contratar mão de obra na cidade e região. Por isso, serviços gerais, mestre de obras, eletricistas e outros serão contratados na própria região. Detalhe: esses trabalhadores precisam possuir qualificação de ensino fundamental, médio ou técnico.
Já a mão de obra especializada será das empresas contratadas para a montagem e instalação dos equipamentos, vindos de diversas regiões do Estado de São Paulo, como Rio Preto, Barretos, Sertãozinho e Piracicaba. Esses trabalhadores possuirão qualificação de nível técnico a superior.
COM A MESMA ÁGUA
Os novos equipamentos são de última geração, mais eficientes quanto ao uso de energia e econômicos no uso da água. A captação será apenas para reposição de perdas, ficando toda a água em circuito fechado dentro da produção, sem ser despejada de volta ao rio.
A captação se manterá a mesma, apesar do crescimento agroindustrial, ou seja, da ordem de 430,5 metros cúbicos por hora (águas superficiais e subterrâneas com poços semi-artesianos). A taxa de 0,47 metros cúbicos por tonelada de cana permanecerá inalterada, valor que atende à legislação vigente.
O INVESTIMENTO
O crescimento da Guarani abrangerá duas frentes e, cada qual, com seus custos de investimentos elevados: serviços e atividades agrícolas; e máquinas e equipamentos.
Serviços e atividades agrícolas abrangerão a formação de canavial compreendendo preparo de solo, plantio e tratos culturais de cana planta. O investimento agrícola contempla os equipamentos para a fertirrigação e a compra de máquinas e equipamentos para a colheita mecanizada – num total de R$ 10.482.000,00 até 2012.
Já para máquinas e equipamentos necessários para realizar esses serviços e essas atividades,considerando a continuidade das lavouras e principalmente as instalações industriais, a previsão de investimento é de R$ 18.203.400,00, incluindo as duas fases de ampliação do empreendimento.
Assim, o investimento total da expansão agrícola e industrial será de aproximadamente R$ 28.685.400,00, distribuídos num período de cinco anos.
Além da compensação ambiental que será exigida por lei, a Guarani, unidade Cruz Alta, possui projetos em andamento como investimentos sociais e o fortalecimento das instituições na região. Anualmente, são investidos R$ 60 mil em projetos sociais e doações às instituições beneficentes na região de Olímpia.
E, sem contar que esse crescimento implicará em aumento significativo no faturamento da empresa, impulsionando também um aumento do volume da massa salarial agrícola e industrial, dos impostos, dos pagamentos aos parceiros e fornecedores de cana e na geração de renda indireta causada pelo empreendimento.
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Assunto(s): Guarani




