Bispo Edir Macedo tem direito a identidade profissional de jornalista
* Desembargador entendeu que, com o fim do diploma de Jornalismo, até o Bispo pode exercer a profissão.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro terá de expedir a carteira de identidade profissional de jornalista para o bispo Edir Macedo de Oliveira, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
A determinação é do desembargador federal Fernando Marques, da 5ª Turma Especializada do TRF2, e foi proferida em julgamento de apelação em mandado de segurança apresentada pelo advogado de Edir Macedo.
O bispo já possuía o registro de jornalista colaborador, mas não havia conseguido no sindicato a de jornalista profissional, por conta de não ser formado na faculdade de comunicação social. Ele impetrara o mandado de segurança na Justiça Federal do Rio de Janeiro, que negou seu pedido em primeira instância.
No entendimento do desembargador federal Fernando Marques, a questão foi resolvida pelo STF, que já decidiu que não se pode exigir diploma de jornalismo e registro no Ministério do Trabalho, como condição para o exercício da profissão.
O magistrado ainda explicou que o Decreto no 83.284, de 1979, permite o registro especial de jornalista colaborador, que exerce a atividade sem relação de emprego:
“Destarte, se o diploma de jornalismo não se faz necessário ao exercício da profissão de jornalista, evidencia-se o direito líquido e certo do impetrante de obter a expedição de sua carteira de identidade profissional”.
Assunto(s): Diploma





Que coinincidência marcante, contrastante e ecumênica. Notícias de religiões diferentes, publicadas lado a lado e no mesmo dia. Interessante!
É só isso…
Luiz Augusto da Silva – poeta
Não tinha observado isso.. Vou ver se acho algo do Dalai Lama…rs.
Pois é, isso nada mais é do que a banalização do jornalismo. O mais escandaloso disso é que são as entidades patronais que defendiam a queda da exigência. Os empresarios do setor agora estão livres para contratar profissionais de outras áreas. Além de prejudicar diretamente a qualidade do trabalho da imprensa, isso vai interferir muito nos salários dos novos profissionais, uma vez que não se levará mais em conta o piso salarial.