Terminou há cerca de quarenta minutos reunião do Conselho Municipal de Saúde onde o prefeito Geninho Zuliani (DEM) revelou que já recebeu notificação escrita do promotor dos Direitos Constitucionais do Cidadão do Fórum da Comarca de Olímpia, Gilberto Ramos de Oliveira Jr., para que decida, em cinco dias contados a partir de hoje, terça-feira (23), a intervenção na Santa Casa de Misericórdia, face à paralisação de 32 médicos do plantão de disponibilidade (ou, à distância), desde à zero hora de ontem.
Haverá uma reunião extraordinária na quinta-feira (25), marcada pelo vice-prefeito Gustavo Pimenta (PSDB), para discutir melhor o assunto.
Segundo um observador, ao relatar a situação com exclusividade ao Blog do Concon, agora há pouco (19h), a situação é bem complexa por diversos pontos. Primeiro, a escolha de interventor para o hospital, quem seria, de onde viria, como agirá. Depois, intervenção tem de ser por decreto municipal, talvez até publicado antes do prazo fatal, neste final de semana, na Imprensa Oficial do Município (IOM). Daí, pressupõe também a nomeação por decreto de diversos membros da sociedade, representando-a neste novo conselho interventor, talvez com setores como Associação Comercial e Industrial, clubes de serviço (Rotary, Lions, Maçonaria), Ordem dos Advogados, Conselho de Saúde e outros. E, finalmente, o ponto mais grave: de qualquer forma, se a questão dos médicos é financeira, pior ainda será com a gestão municipal, que terá de injetar recursos para pagar médicos e toda infra-estrutura.
ENQUANTO ISSO
Desde o anúncio oficial da paralisação, quatro ambulâncias do município estão de prontidão. Duas, defronte o Pronto-Socorro da Santa Casa. Duas, na Secretaria de Saúde, com motoristas de plantão 24 horas. Tudo para uma eventual remoção de paciente para cidades próximas, como Rio Preto e Barretos.
Além disso, informa a secretária da saúde Silvia Forti ao blog: dois auditores da Secretaria estão também de prontidão para eventuais ocorrências ou incidentes, na declaração do que seja urgência e emergência (casos em que os médicos, mesmo parados, são obrigados a atender). São eles: os médicos Tássio de Carvalho e Luiz Fernando Rímoli.
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#1 by Luiz Augusto da Silva on 23 de fevereiro de 2010 - 8:37 PM
Resta-me apenas a esperança de uma solução plausível .
Comentários, pedido, pesquisas…tentei de tudo para sensibilizar a classe médica.
Sou adepto de que a diplomacia é a melhor forma de solução.
Senhores doutores. Peço que apenas um dos trinta e dois, diga alguma coisa sobre o que postei às matérias. Tenho maior respeito e admiração pela medicina e pincipalmente aqueles que a exercem por vocação.
Aguardo resposta, se não for importuno, aos meus comentários.
Antecipadamente grato,
Luiz Augusto da Silva – poeta.
#2 by MARIA HELENA PINHEIRO on 23 de fevereiro de 2010 - 9:50 PM
Naturalmente o Município, representado pelo Prefeito, se vê na iminência de tutelar um dos interesses fundamentais da população: o direito a VIDA.
#3 by Luiz Augusto da Silva on 24 de fevereiro de 2010 - 10:51 AM
Quando jovem acompanhei longos movimentos grevistas, promovidos pelo proletariado.
Acreditava que por isso era tão demorado.
Hoje, concluo que estava equivocado.
” Sem trocadilhos: esta é a verdadeira “Lei do Murici”. Cada um trata de si. Quanto egoísmo! Não é?
Espero que a minha concepção esteja errada.
Acabem com a minha inquietude para o bem da saúde.
Luiz Augusto da Silva – poeta.