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Editorial do Diário de Barretos vê dificuldades para Uebe Rezeck se reeleger

Publicado em 13 de maio de 2010 às 10h16
Atualizado em 13 de maio de 2010 às 13h18

Uebe Rezeck * “O discurso está velho, cansativo e fragilidade. O eleitorado mudou, está mais atento e menos sujeito a cabresto”, escreveu o editorialista.

Um dos principais jornais da região, o Diário de Barretos, publica nesta quinta-feira (13), editorial onde faz uma radiografia da ‘via crucis’ que o ex-prefeito daquela cidade e atual deputado estadual do PMDB, o médico Uebe Rezeck, enfrentará para se reeleger. Há dificuldades tanto no contexto nacional quanto estadual. E, sem contar, a ‘ficha suja’.

Leia a íntegra do editorial na continuidade deste tópico.

A candidatura do deputado estadual Uebe Rezeck está cercada por enormes dificuldades estratégicas, políticas e eleitorais. A derrota em 2008 para a prefeitura de Barretos foi emblemática, porque revelou a fragilidade de seu discurso, quebrando ainda o carisma de “imbatível” nas urnas.

O problema político está no contexto estadual e nacional. Em São Paulo, Orestes Quércia quer fechar apoio a José Serra e ser candidato ao senado. O deputado Uebe Rezeck fez parte da “bancada de apoio ao governo Serra” durante todo seu mandato.

Acontece que o presidente nacional Michel Temer é o postulante a vaga de vice na chapa petista de Dilma Rousseff.

Uebe para ser candidato vai ter que fazer jogo duplo na campanha 2010, para agradar Quércia na aliança tucana e Temer no compromisso petista.

No campo eleitoral, a dificuldade está no espaço político perdido. As pesquisas colocam o peemedebista como “preferido” para deputado, mas sem garantir a votação expressiva capaz de dar “base a reeleição”. O lançamento de candidatos locais e apoio partidário a nome de categoria e influência – como por exemplo Bruno Covas – minam a certeza de que será possível sair de Barretos com um terço dos votos.

Há ainda mais um “embaraço” na vida do candidato a reeleição em 2010. A Câmara Federal aprovou o projeto Ficha Limpa. A matéria está chegando ao Senado. Existe real possibilidade de aprovação na Câmara Alta e sanção presidencial para entrar em vigor ainda nas eleições de 2010. Em sendo lei, o projeto Ficha Limpa cria um enorme embaraço para a candidatura. Um entrave político no mínimo, mas seguramente um entrave jurídico, tendo que enfrentar “denúncias” ao Tribunal Eleitoral.

Com as divergências do PMDB paulista, em função da multiplicidade de candidatos locais e externos e diante da “espada da Ficha Limpa”, a reeleição do deputado Uebe Rezeck ao Palácio Nove de Julho está cercada de impasses, entraves e condicionais. Mais ainda: o discurso está velho, cansativo e fragilidade. O eleitorado mudou, está mais atento e menos sujeito a “cabresto”, querendo mudanças já, renovação agora.

Em virtude da experiência parlamentar, os contatos estaduais e a estrutura eleitoral construída, o deputado estadual tem como colocar “a máquina de campanha” em movimento para êxito em 3 de outubro.

Entretanto, parece notório que a busca do voto em 2010 será ainda mais difícil do que na maratona de 2008.

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