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Fundecitrus realiza levantamento amostral de greening e cancro nos laranjais paulistas

Publicado em 03 de fevereiro de 2010 às 16h47
Atualizado em 03 de fevereiro de 2010 às 23h05

O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) começa a realizar o levantamento amostral de greening e cancro cítrico no parque citrícola de São Paulo. O objetivo do trabalho é identificar qual é o cenário atual das doenças e também conhecer sua incidência em todas as regiões paulistas.

O levantamento amostral das duas doenças quarentenárias será realizado por uma equipe de inspetores do Fundecitrus que percorrerão 9.731 talhões e 11,860 milhões de árvores em todo o Estado.

No último levantamento amostral de greening, feito em março e abril do ano passado, a doença foi constatada em 23 mil talhões de São Paulo e teve um aumento de 30% em relação a 2008.

Em relação ao cancro cítrico, o levantamento amostral de 2009 constatou que a incidência nos pomares comerciais de São Paulo está menor se comparada ao índice de 2008. Como estatisticamente não há diferença significativa entre o índice apontando em 2008, de 0,17%, e o de 2009, de 0,14%, é possível afirmar que a doença ainda está sob controle.

Vale lembrar que é de responsabilidade do citricultor a inspeção e a erradicação das plantas sintomáticas de seu pomar. A partir de agora, os trabalhos de fiscalização de propriedades são única e exclusivamente de responsabilidade da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).

Mais informações ou dúvidas sobre as doenças, o atendimento do Fundecitrus, agendamento de palestras e treinamentos, além de visitas de agrônomos às propriedades e solicitação de material explicativo, utilize o 0800 0800-112155  e o Ligue-Greening, 0800-770-7770, das 7h30 às 12 horas e das 13h15 às 17 horas.

Institucional

Em 33 anos de existência, o Fundecitrus é mundialmente reconhecido como um exemplo de competência em suas ações voltadas à sanidade dos pomares combatendo as doenças cítricas, como na condução e realização de pesquisas. A atuação do Fundecitrus permitiu que 99% dos pomares não apresentassem sintomas de cancro cítrico durante os últimos dez anos. Estima-se que a política de combate à doença evitou que gastos equivalentes a R$ 300 milhões.

Foi graças ao Fundecitrus também, que duas doenças até então desconhecidas que poderiam inviabilizar a citricultura brasileira – CVC (Clorose Variegada dos Citros) e MSC (Morte Súbita dos Citros) – pudessem ser controladas. Por meio de monitoramento rigoroso e trabalhos de pesquisas feitos em seus laboratórios ou por parceiros, com financiamento da instituição, é que se consegui não só controlar as doenças, como também ainda permitir que a citricultura fosse competitiva.

O Fundecitrus mudou sua estratégia de atuação no estado de São Paulo. As mudanças adotadas buscam um maior enfoque na conscientização e educação fitossanitária, prestação de serviços e capacitação de produtores. Na área de pesquisa, o Fundecitrus ampliará o desenvolvimento de conhecimento, a difusão e a incorporação de tecnologias. Na área técnica, as visitas de agrônomos às propriedades, palestras, cursos e treinamentos serão intensificados.

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