
Delegado Michelli, foto Ifolha
O jornal riopretense “Diário da Região” publica hoje a informação de um “um delegado de polícia foi condenado pela Justiça por danos morais e um investigador foi demitido a bem do serviço público, por prática de falsidade ideológica e crime contra o patrimônio público. Ambos são de Olímpia e Rio Preto, respectivamente”.
Segundo a reportagem, “o delegado Mário Renato Depieri Michelli foi condenado a pagar indenização por danos morais de R$ 4 mil para a advogada Daniela Queila dos Santos Bornin, 28 anos. Depieri divulgou um ofício, em maio de 2009, dizendo que Daniela não tinha conhecimento nem preparo jurídico para o exercício da profissão”.
O Blog entrou em contato com o delegado Mário Renato, nesta tarde de quarta, que ficou de retornar após reunião na Ciretran local. A entrevista ficou marcada para a quinta de tarde. Enquanto isso, continue lendo a reportagem do Diário Da Região…
“De acordo com a defesa da vítima, o mau relacionamento entre os envolvidos teve início em março de 2006, quando o delegado, então responsável pela cadeia de Altair, baixou uma portaria que restringia o acesso dos advogados às dependências da unidade prisional. Na época, Daniela tinha um cliente preso no local e precisava pegar uma procuração, mas foi impedida pelo carcereiro. Baseada em uma lei federal, a advogada entrou com um mandado de segurança. No entanto, o pedido de revogação da portaria foi julgado improcedente.
“Quando soube do fato, Depieri elaborou um ofício direcionado ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Olímpia, na época Antonio Raul Almodova Toti, no qual relatava que a portaria estava novamente em vigor. Junto com documentos de processos da advogada Daniela, escreveu: “demonstrando, assim, o claro desconhecimento e despreparo jurídico da citada causídica.” Cópias do ofício também foram enviados a advogados da região por meio de um funcionário da delegacia.
“Todos os advogados receberam as cópias, menos o escritório da advogada Daniela, que tomou conhecimento através de um colega que lhe entregou os documentos enviados pelo delegado ao seu escritório. O delegado ainda ampliou o documento e o afixou na entrada das delegacias de polícia de Altair e de Guaraci. A advogada ofendida pelas palavras que continha o ofício procurou a OAB e o Ministério Publico de Olimpia.
“Daniela também entrou com queixa-crime no final de 2006, processando o delegado criminalmente por difamação e injúria. Em fevereiro de 2007, foi marcada uma audiência de reconciliação. O delegado se retratou publicamente das expressões contidas nos ofícios e a advogada aceitou a retratação. O juiz entendeu que a ofensa provocou abalo psicológico na vítima e fez com que ela perdesse clientes.
Investigador
“O ex-policial Luis Henrique de Lima Figueiredo foi demitido a bem do serviço público. Ele foi condenado pela Justiça pelo crime de falsidade ideológica e, no âmbito administrativo, por crime contra o patrimônio público. A demissão de Figueiredo, que exercia a função de investigador, foi publicada no “Diário Oficial” de ontem, terça-feira”, conclui a reportagem do Diário da Região.
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#1 by Luiz Augusto da Silva on 14 de janeiro de 2010 - 8:15 PM
Sou leigo e não me julgo capaz de opinar, jurídicamente, sobre este artigo. Porém, sem nenhum receio, posso dizer que este ” é um verdadeiro caso de polícia”. Esta expressão, por mim conhecida, é usada quando alguma coisa não está a contento.
Abraços do poeta olimpiense,
Luiz Augusto da Silva – poeta.