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Livro Vermelho da SMA aponta 11 peixes da região em extinção

Publicado em 23 de maio de 2010 às 14h26
Atualizado em 23 de maio de 2010 às 22h50

* Para eliminar o risco de extinção, um decreto do governo estadual proibiu a pesca das 66 espécies relacionadas no Livro Vermelho.

jau A Secretaria do Meio Ambiente – SMA e a Fundação Parque Zoológico acabam de lançar o livro “Fauna Ameaçada de Extinção no Estado de São Paulo – vertebrados”, também conhecido como “Livro Vermelho”.

Nele, 11 espécies de peixes da região estão ameaçadas de extinção, sete com valor comercial, como o pacu-prata, o surubim-pintado, o mandi e o jaú.

mandi Outras três, dourado, tabarana e cascudinho-de-Marapoama, são classificadas como “quase ameaçadas” e uma é considerada extinta na natureza, o pirapitinga-do-Paraná.

Você pode baixar a íntegra do livro vermelho aqui. Continue lendo abaixo para saber mais.

Segundo os especialistas, o primeiro grande impacto para a fauna aquática regional veio nos anos 70, com a construção de seis usinas hidrelétricas nos três maiores rios, Paraná, Grande e Tietê. As barragens bloquearam a migração anual dos peixes rio acima, para a desova. Presos nas barragens, reduziram a procriação.

Em outra frente, os peixes se tornaram vítimas da pesca predatória – com rede fora das medidas legais, locais proibidos e até explosivo. “Muitos têm o costume de pescar próximo às barragens, onde a pesca é proibida por concentrar os peixes”, diz o tenente da Polícia Ambiental Alessandro Daleck.

De janeiro de 2009 até agora, a Polícia Ambiental apreendeu 2,74 toneladas de peixes na região. No mesmo período, foram R$ 918 mil em multas por pesca ilegal, de acordo com a Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN). Em caso de flagrante, o infrator paga multa de R$ 1,3 mil e responde por crime ambiental – a pena varia de 1 a 3 anos de prisão, convertida no pagamento de cestas básicas.

A destruição das matas ciliares e o lançamento de agrotóxicos e esgoto in natura também interferem diretamente na vida aquática. Segundo a CBRN, 80% da vegetação ciliar, ou 29,1 mil hectares, o equivalente a 35,3 mil campos de futebol como o Teixeirão, foram devastados na bacia do Turvo/Grande.

Sem a sombra das árvores, aumenta a incidência dos raios solares na água, o que acelera a fotossíntese e causa o crescimento desordenado de algas que retiram o oxigênio dos peixes. Os dejetos lançados sem tratamento nos rios também prejudicam a fauna nos rios. “A poluição aumenta a quantidade de algas cianofíceas, tóxicas para os peixes”, afirma o biólogo da USP especialista em peixes água doce Osvaldo Oyakawa. (Informações do Diário da Região/Rio Preto)

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2 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Que este Livro Vermelho
    Seja um ” verdadeiro espelho”.
    Que o seu conteúdo seja praticado.
    Não ,apenas, um mero conselho.

    A natureza agradece! Afinal…ela merece.

    Não é mesmo?

    Luiz Augusto da Silva – poeta.

  2. jose bueno angelino disse:

    por falar neste assunto, ficamos sabendo aqui em rio preto que a construtora encalso vai construir duas hidroelétricas no rio turvo, sendo uma na cachoeira do talhadão e outra em pontes gestal. será o golpe de misericordia nos dourados, pacus, pintados e outros tantos peixes. onde estão os responsaveis pelos programas das microbacias e o da recuperação do turvo?

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