Médicos aceitam acordo da Santa Casa no mesmo dia em que TJ desobriga o pagamento
* Enquanto o assunto não fica bem esclarecido juridicamente, interventor garante os R$ 50 mil mensais propostos desde o início da crise médica.
Finalmente, uma comissão de médicos plantonistas e o interventor da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia chegaram a um acordo no começo da tarde desta sexta (19). Os representantes de cada especialidade se reuniram às 14h com o interventor, vice-prefeito Gustavo Pimenta, e com o diretor Marcelo Galette.
Por outro lado, o Tribunal de Justiça proveu o efeito suspensivo, ou seja, o TJ decidiu num primeiro momento, até o final da decisão, que a Santa Casa não é no momento mais obrigada a pagar os plantões.
“Sempre estivemos prontos para negociar. Os R$ 50 mil que serão pagos pela Santa Casa mensalmente ainda não existem, iremos buscá-los em diversos segmentos da comunidade, mas serão honrados”, disse Pimenta ao Blog. Questionado sobre a decisão do TJ, Pimenta declarou: “Não sei o que vai acontecer, sei que temos a vontade de pagar aquilo que, embora não esteja em nosso alcance, vamos buscar fora, mas se o pagamento dos plantões, por exemplo, for julgado como inconstitucional, certamente o caso tomará outro rumo”.
Ao contrário do que os plantonistas queriam, um reajuste escalonado até 2012, o interventor descartou: “Ficou combinado os R$ 50 mil que sempre oferecemos. Daí em diante, será com a futura provedoria do hospital”, assinalou. Sem a intervenção, haveria a eleição da próxima provedoria em abril próximo.
TJ: A ÍNTEGRA
A 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, no Agravo de Instrumento impetrado pelo médico representante dos plantonistas, Nilton Roberto Martinez, exarou o seguinte despacho, que encontra-se disponibilizado a partir de hoje (19), no Diário Eletrônico da instituição:
“Desp. Fls.101: vistos. 1- provejo o pedido de efeito suspensivo, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade, ex vi legis. (…). 2- dispensada informação do juízo a quo. 3- intimem-se os agravados para responder, consoante o disposto no art. 527, v, do cpc. 4- int. SP.5/3/10 (a.) Ricardo Anafe – Des. Relator. Ficam intimados os agravados, nas pessoas de seus procuradores, Gilson Eduardo Delgado e Edilson Cesar de Nadai, a responderem aos termos do agravo, no prazo comum, de vinte dias”.
Assunto(s): Intervenção, Plantão, Santa Casa





Este caso parece não ter fim. Eu só espero que a vida de ninguém que ser perdida por causa deste conflito/confronto/diferença de ideais/disputa política.
Acho muito fácil para pessoas que não estão envolvidas diretamente com a saúde criticarem as situações médicas, ou de qualquer outra área da saúde, porque estas pessoas não tem o mínimo de noção do tanto que é sacrificado para se tornar habilitado para trabalhar neste setor e trabalhar tambem, e digo isso porque sou um universitário de medicina e sei o que estou falando.
Acho muito prático para as pessoas que não trabalham com um bem tão precioso quanto a vida alheia simplesmente rotularem os médicos de mercenários, ou qualquer outro rótulo pejorativo, e pior, cogitarem a hipótese de um médico desdenhar a vida alheia… Por acaso pensam quem os médicos são objetos sem coração?
Por outro lado, sim os médicos estão certos, ninguém é obrigado a viver de vento e nem trabalhar de graça, e depois de tanto esforço, devem sim ser bem recompensados, ou é todo dia que se vê pessoas empenhando de 6 a 9, 12 anos, ou melhor, a vida toda para sempre prestar atendimento de qualidade e profissional.
E mesmo os profissionais que não dão sempre o seu melhor tem seus motivos, sejam eles: os baixos salários, os diversos empregos, as incontáveis horas a disposição, seja presente nos serviços de saúde, ou seja a distancia (como neste caso, ou pensam que é fácil receber ligações até de madrugada e se dirigir aos serviços de saúde para prestar seus serviços sem questionar?); Isto sem falar dos riscos que os médicos correm, riscos estes até de serem agredidos como muitos casos que se ouvem por ai; nos casos de pacientes que vão encher o saco muitas vezes para que sejam ouvidos, geralmente nem de afecções de seus corpos, mas para reclamarem dos seus problemas sociais, familiares, afetivos como se os médicos tivessem a mão a pilula da felicidade instantânea.
Enfim, depois deste desabafo, mesmo sobre um caso que nem é tão perto da cidade de onde moro e estudo, penso que alguns com um mínimo de cultura e sabedoria reflitam antes de emitir opiniões sobre as coisas que não tem conhecimento da amplitude das situações.
Realmente, Marcelo, este assunto parece uma rosca sem fim. Embora não tenha mais palavras para tecer comentários, haja visto os inúmeros que postei, não acredio na hipótese de que vidas sejam “sacrificadas”. Oh! Deus. Seria o verdadeiro caos social.
Com muito fé em Vós e ainda acreditando que nem tudo esta perdido, ainda mais, quando neste contexto “protagonizam” seres privilegiados, confio, fervorosamente, num final feliz.
Que assim seja!!!
Não deixem meus comentários sem respostas ou solitários. Sejamos solidários.
Abraços, do poeta olimpiense,
Luiz Augusto da Silva.